19.2.03:

eu tô me sentindo agora, assim como a sete anos atrás, quando eu estava na sexta série, perdido, largado, esquecido, esperando feito desesperado o fim do dia, o fim de semana, o fim do ano. na sexta série, eu tinha acabado de mudar pro periodo da manhã, em uma escola estadual, tudo que era gente boa tava lá, e eu, jogado lá no meio desse povo, foi um tempo tão feliz, eu nem queria a morte de ninguem, magina, só tinha amizade com um cara, gordão, o resto era tudo naquelas, era mais colega de classe do que amigo.
nesse tempo eu acabei criando a fantasia de que um dia ia bater na classe aquelas tiazinha da escola e me chamar, me mandavam pega o meu material, e eu ia acompanhar elas até a secretaria, lá, tá alguem da minha familia, dai me avisam que eu vou me mudar, sempre foi meu sonho isso, largar tudo pra trás, começar de novo, de um jeito em que eu conseguisse ser feliz.
pior que nao tem como ninguem entender muito, de verdade, nao acontece grandes trágedias comigo, a minha vida iria dar o pior ibope se virasse uma novela mexicana, mas se fosse uma comédia pastelão americana, daí ia destruir, mas acho q a minha vi'da é isso emsmo, uma comédia, em que o telespectador maior, assisti tudo de sua poltrona de nuvem, e se caga de rir, cada vez que eu tópo com o dedao na quina da parede, xingo umas des gerações do pedreiro que fez ela e fico mancando uma semana.

é, pra variar não ficou como eu queria, mas acabei escrevendo umas tres coisas que eu queria ter escrito antes...

se alguem não gosta de mim, peço a Deus que mude seu coráção, e se ele não puder mudar seu coração, peço que torça seu calcanhar, para que eu possa perceber quem é atraves de seu andar.
sei lá pq eu escrevi isso

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